


FAQ
Perguntas frequentes

A Banda Sinfônica dos Fuzileiros Navais é uma orquestra?
Não. A diferença está na base instrumental. Uma orquestra sinfônica tem como núcleo o naipe de cordas (violinos, violas, violoncelos e contrabaixos). Uma banda sinfônica tem como núcleo os instrumentos de sopro (clarinetes, flautas, saxofones, trompetes, trompas, trombones e tubas), somados à percussão. Por isso a formação dos Fuzileiros Navais é corretamente chamada de Banda Sinfônica.
Qual a diferença entre a Banda Marcial e a Banda Sinfônica?
A Banda Marcial se apresenta em movimento, executando dobrados militares e canções adaptadas enquanto realiza evoluções coreográficas. É a formação dos desfiles, que utiliza gaitas de fole, Schellenbaum e Baliza. Já a Banda Sinfônica se apresenta em concerto, sentada, com repertório erudito e popular voltado a teatros e salas de espetáculo.
As Bandas dos Fuzileiros Navais são as mesmas Bandas do Corpo de Fuzileiros Navais?
Sim, trata-se do mesmo conjunto de formações musicais. A nomenclatura oficial foi atualizada e hoje a denominação institucional é Bandas dos Fuzileiros Navais, dividindo-se em Banda Sinfônica dos Fuzileiros Navais e Banda Marcial dos Fuzileiros Navais. O termo com a palavra "Corpo" segue válido para referências históricas e pesquisas de acervo.
Desde quando existem as Bandas dos Fuzileiros Navais?
A data oficial no Brasil é 7 de março de 1808, marcando o desembarque da Brigada Real da Marinha no Rio de Janeiro. A origem da formação, no entanto, remonta a Portugal, com um Alvará expedido no dia 11 de novembro de 1797 que autorizou a existência de músicos na tropa. A linhagem musical é contínua e ininterrupta desde a sua autorização europeia e consolidação em solo brasileiro.
A Banda Sinfônica dos Fuzileiros Navais é patrimônio cultural?
Sim. A Lei estadual nº 11.089, sancionada no estado do Rio de Janeiro, declarou o conjunto musical como Patrimônio Histórico e Cultural de Natureza Imaterial.
Quantos músicos têm as Bandas dos Fuzileiros Navais?
O complexo musical reúne atualmente mais de 260 músicos militares, todos aprovados por concurso público, distribuídos entre as diferentes formações (Marcial, Sinfônica e de Câmara).
O que é a Medalha Mérito Francisco Braga?
É uma condecoração militar criada para integrar os uniformes oficiais da Força Naval, homenageando o maestro Francisco Braga, Patrono das Bandas de Música da Marinha do Brasil, e reconhecendo a qualidade técnica dos músicos e corneteiros da corporação.

Onde fica a sede das Bandas dos Fuzileiros Navais?
O complexo musical ocupa a Fortaleza de São José da Ilha das Cobras, localizada no Centro do Rio de Janeiro, endereço que abriga os músicos de forma contínua desde 1809.
Por que a Banda Marcial tem gaitas de fole?
As clássicas gaitas de fole escocesas chegaram ao Brasil junto com o navio USS Saint Louis, incorporado à Esquadra brasileira em 1951 como Cruzador Almirante Tamandaré. A tradição foi incorporada com sucesso, tornando o grupo a maior banda de gaitas de fole do mundo fora do território escocês.
O que é o Schellenbaum?
É um imponente estandarte tradicional construído no formato de uma "árvore de sinos", reconhecido mundialmente como um símbolo das maiores bandas marciais. O exemplar utilizado nos desfiles navais brasileiros foi um presente oficial da Alemanha.
Como entrar para as Bandas dos Fuzileiros Navais?
O ingresso ocorre por meio de concurso público da Marinha do Brasil e oferece dois caminhos principais. O primeiro é o concurso direto para músico, com um curso de 11 meses (instrução militar e aperfeiçoamento musical), focado em instrumentos para a Banda Sinfônica e conjuntos correlatos. O segundo caminho é pelo concurso geral de ingresso no Corpo de Fuzileiros Navais. Durante a formação regular da carreira de praça, o militar pode escolher a especialização de corneteiro. Os corneteiros que apresentam grande talento musical e dedicação podem, futuramente, ser integrados à Banda Marcial.
As apresentações são abertas ao público?
Sim. Além de cobrir o cerimonial militar restrito, as bandas possuem uma agenda ativa de difusão cultural, realizando concertos gratuitos em teatros, praças, igrejas e eventos cívicos em todo o território nacional.