


Bandas dos Fuzileiros Navais
As Bandas dos Fuzileiros Navais formam o mais antigo conjunto de formações musicais militares em atividade no Brasil. Sediadas na histórica Fortaleza de São José da Ilha das Cobras, no centro do Rio de Janeiro, reúnem mais de 260 músicos militares concursados que se apresentam em cerimônias oficiais da Marinha do Brasil, concertos abertos ao público, festivais nacionais e eventos diplomáticos no exterior. Suas duas formações mais conhecidas, a Banda Marcial e a Banda Sinfônica, carregam uma tradição que atravessa mais de dois séculos da história brasileira.

Missão
As Bandas dos Fuzileiros Navais têm por missão preservar e difundir as tradições da Música Militar Naval, abrilhantar as cerimônias da Marinha do Brasil e aproximar a Força Naval da sociedade brasileira por meio da música.
Essa missão se traduz em três frentes de atuação:

Cerimonial militar
Desfiles, formaturas, comemorações cívicas e cerimônias de grande gala, nas quais os músicos se apresentam com o tradicional uniforme garança, reforçando o caráter militar do evento e o vínculo com as tradições navais.

Difusão cultural
Concertos abertos e apresentações gratuitas em teatros, igrejas históricas, praças e festivais, levando ao público um repertório que transita do erudito ao popular.

Formação e cidadania
O Programa Forças no Esporte (PROFESP) Música e Cidadania, mantido na sede das bandas no Rio de Janeiro, oferece aulas de música a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. O grupo também estimula a criação de fanfarras escolares em todo o país, especialmente em cidades do interior, ajudando a manter viva uma forte tradição musical brasileira.

As formações musicais
Banda Marcial dos Fuzileiros Navais
Reconhecida como a maior banda marcial militar do mundo e também como a maior banda de gaitas de fole escocesas fora da Escócia, a Banda Marcial caracteriza-se pela execução de dobrados militares e canções populares adaptadas enquanto realiza evoluções coreográficas e forma figuras em movimento.
A formação conta com instrumentistas e figuras tradicionais como o Mestre, o Auxiliar e o Baliza, que segue à frente executando coreografias. Outro destaque é o Schellenbaum, um estandarte em forma de "árvore de sinos" que foi presente da Alemanha e simboliza as maiores bandas marciais do mundo.

Banda Sinfônica dos Fuzileiros Navais

A instituição oficial da Banda Sinfônica ocorreu no dia 8 de março de 1974, durante um concerto no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em comemoração ao 166º aniversário do CFN. O grupo é composto por 90 executantes e um coro de 25 vozes, reunindo Oficiais regentes, Suboficiais e Sargentos Fuzileiros Navais, de ambos os sexos, servindo na Companhia de Bandas do Corpo de Fuzileiros Navais.
O repertório equilibra música erudita e popular, instrumental e cantada, com participação frequente do coro e das gaitas de fole da Banda Marcial. O reconhecimento de sua relevância histórica ocorreu com a Lei estadual nº 11.089, que declarou a Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais como Patrimônio Histórico e Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Rio de Janeiro, assegurando ações de salvaguarda, registro e difusão do conjunto.


Quinteto de Sopro e Sexteto de Câmara
O Quinteto foi formado para atender à necessidade de apresentações em ambientes menores e fechados, atuando em recepções e cerimônias reservadas. O Sexteto surge da união do Quinteto de Sopros com a Harpa, sendo tradicionalmente a formação requisitada para eventos refinados de música de câmara, como o Rio Harp Festival.


Reconhecimento institucional
O trabalho das bandas recebeu uma importante sequência de reconhecimentos formais recentes:
Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet):
Aprovação inédita de projeto cultural do grupo, com captação já iniciada junto a patrocinadores, viabilizando investimentos diretos em espetáculos, novos instrumentos e ampla divulgação da Marinha por meio da música.
Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do Rio de Janeiro:
Título de natureza imaterial concedido à Banda Sinfônica pela Lei estadual nº 11.089.
Medalha Mérito Francisco Braga:
Condecoração criada pelo Decreto nº 12.961 para uso autorizado nos uniformes militares, homenageando o Patrono das Bandas de Música da Marinha e reconhecendo a excelência técnica dos músicos e corneteiros.
Companhia de Bandas do Corpo de Fuzileiros Navais:
Ativada oficialmente na Fortaleza de São José, com cargo de Diretor equiparado a cargo de Direção na Estrutura Organizacional da Marinha, tendo o Capitão de Corveta (AFN) Wagner Cardoso de Araújo como seu primeiro Diretor.
Redes sociais
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